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Muitos médicos, na correria de suas rotinas, não analisam a constituição de suas agendas, e por isso não avaliam a fidelização de seus pacientes. As atribulações deixam essa análise pouco objetiva, pois se transformam em vagas sensações. Estes profissionais “acham” que seus pacientes estão seguindo o tratamento prescrito, e também “acham” que eles estão retornando no prazo recomendado.
A lente de contato é um recurso óptico maravilhoso que substitui os óculos, quase sempre, com vantagens. Em muitas situações pode ser a única opção, como em determinados casos de ceratocone, pós-trauma, pós-cirurgia refrativa, pós-transplante e ainda como lente terapêutica. Se o oftalmologista trabalha sozinho é praticamente imprescindível que ele adapte lentes de contato.
Quem tem mais de quarenta anos como eu, lembra de como era o relacionamento do paciente com o médico. A minha família, creio que como muitas outras de classe média, tinha um clínico geral em quem confiava completamente. Qualquer problema de saúde significava uma ida ao seu consultório, para indicação, se fosse o caso, de um especialista de sua confiança.
O tema, recorrente na mídia, tem despertado muito interesse, mas não encontrei ainda quem vasculhasse com propriedade e isenção as entranhas do assunto e gostaria que se ampliasse a discussão.
Na oftalmologia, a diferenciação e a adesão à tecnologia tornaram-se uma exigência para os serviços. Nos últimos 30 anos, saímos de uma cirurgia de catarata a olho nu ou com lupa de dois aumentos, com anestesia geral, internação hospitalar de oito dias e sem implante de lente, para uma micro-cirurgia com implante de lente intra-ocular multifocal, anestesia tópica, incisão menor que dois milimetros (2mm), com alta imediata, em que o paciente sai andando e sem curativo. O advento do laser e sua aplicação à oftalmologia vêm revolucionando todos os conceitos de cirurgia ocular.