Prontuário eletrônico gera economias de US$ 78 bi em 5 anos
O prontuário eletrônico do paciente (PEP), ou EHR (Electronic Health Records no inglês), vai permitir que a indústria global da saúde economize cerca de US$ 78 bilhões entre 2014 e 2019, prevê um relatório da consultoria britânica Juniper Research, especialista no mercado de tecnologia da informação. O valor, bastante considerável, deve impulsionar ainda mais a adoção deste tipo de tecnologia.
Segundo os consultores, o PEP é crucial por servir de base a uma variedade de recursos de eHealth, incluindo mobilidade. Novas iniciativas de saúde populacional, no qual as fontes pagadoras recebem de acordo com o bem das vidas que atendem, também contribuem com a forma de repensar o setor e aumentar o interesse sobre recursos digitais.
Para Anthony Cox, autor do relatório e consultor da Juniper, o PEP é “a cola que mantem juntos dispositivos, stakeholders e prontuários eletrônicos em um futuro ambiente de saúde conectada”. Contribui a própria mudança dos trabalhadores do setor, cada vez mais engajados com o ideal de saúde digital.
No entanto, o autor adverte que o desenvolvimento de iniciativas digitais em saúde, embora positivo, ainda sofre com um ambiente setorial muito diverso, parte da própria natureza da indústria, e carece de mais testes controlados de recursos de mobilidade, por exemplo. Isto significa que as aquisições para projetos de saúde digital muitas vezes requerem a interferência de um grande número de stakeholders, que variam também de acordo com cada região geográfica.
O relatório alega no entanto que dois fatores principais devem balizar o crescimento da saúde digital: primeiro, as autoridades reguladoras começam a valorizar os cuidados de saúde digitais e reduzir exigências para empresas ingressantes neste mercado; em segundo lugar, e graças à interfaces de desenvolvimento de aplicações como o HealthKit da Apple e a SAMI da Samsung, a saúde digital começa a ser popularizada.
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