Oito em cada dez pessoas têm interesse em usar serviços de saúde digital
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (23) pelo Serviço Social da Indústria (SESI) revela que 78% da população brasileira demonstra interesse em utilizar serviços de saúde em formato digital. Apesar desse interesse elevado, apenas 26% das pessoas dizem conhecer bem esse tipo de tecnologia, embora entre quem já a utiliza a avaliação seja bastante positiva, 81% aprovam.
Conduzido pelo Instituto de Pesquisa Nexus, o levantamento ouviu pouco mais de 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, de todos os estados brasileiros, entre os dias 13 e 15 de maio. Os dados apontam que, em 2025, cerca de 20% dos brasileiros já haviam usado algum serviço de saúde digital. Dentre os dispositivos, o celular domina o acesso (96%). Os canais mais comuns incluem telefone ou WhatsApp (45%), aplicativos de planos de saúde (32%) e o Conecte SUS (31%).
Entre os principais obstáculos para a adoção desses serviços estão: falta de confiança no atendimento online (35%), dificuldades de acesso à internet (23%) e desconhecimento sobre como agendar ou usar os serviços digitais (21%). Mesmo assim, a avaliação desses serviços melhorou entre 2023 e 2025: 81% dos usuários em 2025 avaliaram positivamente, frente a 73% em março de 2023.
Os fatores que mais pesam positivamente em atendimentos remotos são: praticidade (30%), agilidade (28%) e bom atendimento (14%). Já entre os comentários negativos, figuram atendimento superficial (32%), demora no agendamento e falhas técnicas (16%).
Em média, cada pessoa demonstra interesse por cerca de dois serviços digitais — os mais citados são agendamento online (57%) e teleconsulta (49%), seguidos por exames integrados digitalmente (33%), prescrição digital (23%) e atestado médico digital (18%). A presença de inteligência artificial em diagnóstico aparece em 10% dos casos.
Quando o tema é telemedicina, 38% manifestam intenção de usar no futuro, especialmente jovens entre 25 e 40 anos (44%), pessoas com ensino superior (51%) e renda mais alta (47%). Por outro lado, há maior resistência entre pessoas de 41 a 59 anos (79%) e idosos (83%), em razão da preferência pelo atendimento presencial e insegurança em relação ao formato digital.
Apesar de o interesse ser alto, apenas 10% afirmam conhecer bem essas ferramentas; 25% conhecem um pouco; e 63% nunca ouviram falar ou já ouviram, mas não sabem como funcionam. Para 56% da população, a saúde digital facilita o acesso aos serviços de saúde, o que indica um enorme potencial para a adoção desses recursos.
Segundo o superintendente do SESI, Emmanuel Lacerda, “a pesquisa confirma que a transformação digital na saúde deixou de ser uma tendência e já faz parte da realidade brasileira. É uma oportunidade concreta de ampliar o acesso, qualificar os serviços e fortalecer a integração entre pacientes, profissionais e instituições. O grande desafio é garantir que esses avanços cheguem a toda a população, o que exige investimentos em conectividade e em capacitação digital.”
Fonte: pesquisa SESI
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