Em que passo está a padronização para a troca de informações médicas?
A indústria da saúde é a que mais gera informações. Diariamente são bilhões de dados que nem sempre se comunicam por conta dos inúmeros padrões criados pelo setor. Embora o paciente seja o principal prejudicado, profissionais da saúde – especialmente os médicos – sofrem com essa falta de paridade entre os sistemas tecnológicos e eletrônicos de saúde.
A falta de padrões comuns prejudica a tão sonhada interoperabilidade entre sistemas, médicos, hospitais, laboratórios, demais centros diagnósticos e, claro, pacientes. A melhoria do relacionamento de todos stakeholders depende dessa padronização, que abrange tanto a comunicação entre os sistemas propriamente ditos, como a nomenclatura de exames.
A MV é líder de mercado em sistemas de gestão de saúde e sempre mostrou determinação para a excelência, inovação e geração de resultados.
Atualmente, no mercado temos várias opções em sistemas de saúde. Por exemplo: sistemas de gestão hospitalar (HIS – Hospital Information Systems), de gestão laboratorial (LIS – Laboratory Information Systems), de automação laboratorial (LAS – Laboratory Automation Systems), de gestão em imagem (RIS – Radiology Information Systems), de comunicação e arquivamento de imagens (PACS – Picture Archiving and Communication System) e outros (controle de qualidade, faturamento e administrativos). Para um processo de atendimento ágil, integrado, seguro e de qualidade todos devem estar integrados e interoperáveis.
Partindo do princípio que a interoperabilidade significa operação conjunta, integração de dados e informações, percebemos que dois padrões estão em estágio avançados de incorporação na indústria brasileira, o TISS 3.02 e o Dicom. O padrão TISS 3.02 (Troca de Informação em Saúde Suplementar) entrou em vigor em setembro do ano passado e tem como objetivo padronizar ações administrativas, subsidiar as ações de avaliação, acompanhamento econômico, financeiro e assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde e compor o Registro Eletrônico de Saúde.
Já o padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicene) foi criado em 1983 e atualmente encontra-se na terceira versão. Entre os desafios, além de permitir a padronização de novos formatos de imagens diagnóstica, deve manter a compatibilidade com os antigos e, principalmente, facilitar o desenvolvimento e expansão dos sistemas PACS (sistema que permite o armazenamento e comunicação de imagens geradas por equipamentos médicos). O benefício real da integração de informações está completamente relacionado à qualidade dos serviços prestados.
Fonte: Saúde Web, 30/07/2015.
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